Love Game: 9 - Um É Pouco, Dois É Bom, e Três?


Capítulo 9 – Um É Pouco, Dois É Bom, e Três?

            Ficamos ali mais um tempo, apenas nos curtindo, conversando, aproveitando o momento. Depois, fomos para nossos respectivos quartos, porque logo, logo seria o jantar. Ao chegar ao quarto, lá estava Helena, arrumando-se para tomar banho também.

- Apareceu a bela adormecida! – sorriu ela.

- Ai Lena, estou tão feliz! – peguei minha toalha, roupas e xampus.

- Fico feliz por você, de verdade. Desde... – ela olhou-me, com receios de mencionar aquele nome. Dei de ombros e ela continuou:

- Desde Karina que você não se permite amar de novo.

Conto - Quebre O Silêncio


Conto – Quebre O Silêncio

O dia havia sido cansativo demais para Rebeca. A única coisa que ela mais ansiava naquele momento era sua cama. Entrou no elevador, morava no último andar, e em dias como aquele se lamentava disso. Se morasse logo no primeiro... Passou a mão pelos cabelos loiros, olhou-se no espelho em uma das paredes do elevador. Tinha olheras sob os olhos. Também! O tanto que vinha trabalhando nos últimos dias...

            Finalmente chegara à casa. Passou pelo corredor vazio, parou em frente à porta número 204, colocou a chave na fechadura e abriu. Mal entrou já fechara a porta, indo diretamente à cozinha pegar um copo de àgua, para conseguir finalmente deitar-se na cama. Qual não foi a sua surpresa, ao entrar no quarto e ver um vulto na escuridão. Apertou o interruptor sem pensar nas consequências, e se fosse um ladrão?

Same Mistake - Parte 4


"I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice.
Give me reason but don't give me choice.
'Cause I'll just make the same mistake."

E quando eu acabei de falar, o silêncio voltou a reinar, exceto pelos seus soluços. Agora você chorava abertamente, sem conseguir segurar as lágrimas que caiam insistentes. Aos poucos, você foi se acalmando enquanto eu acariciava seus cabelos. Você saiu do meu colo deitando-se na cama e me puxando pela mão, me fazendo deitar ao seu lado, dizendo:

Garota Jolie - 15


Capítulo 15

            Juro que aquela voz me fez arrepiar dos pés a cabeça, e não de um modo bom. A voz era masculina e poderosa, e junto entrou o seu dono. Lucas não era como eu pensava, nem tão fortão, nem tão magrinho. Tinha o corpo atlético, vestia jeans e camiseta preta. Cabelos curtos e negros, olhos cinzas, um sorriso simpático. Mas eu podia ver em seus braços as veias saltadas que demonstravam sua força.

            Ficou surpreso, ao me ver ao lado de Priscila, mas sorriu com naturalidade e então me cumprimentou:

- Oh me desculpe! Não sabia que tinha uma visita. – disse desconcertado.

- Ah amor, essa é a Sara, de quem lhe falei. – Priscila olhou para mim sorrindo e eu não sabia o que dizer.

- Prazer! – ele estendeu a mão. Aproximei-me e apertei, murmurando um “prazer é meu” baixo. Ele realmente era forte.

Imagens Que Contam Histórias 1


Eu estava no meio da rua lotada naquele momento. Após tanto procurar com o olhar, finalmente encontrei quem eu precisava. Mas ela estava partindo... Virou-se para mim, no último instante, com os olhos negros e assustados a olhar para os meus. Senti um aperto no coração. Ela estava decidida a partir. O vento bateu em seus cabelos, bagunçando-os e me fez sorrir, com tristeza. Eu perguntava-me o porquê tinha que ser daquele jeito. As pessoas nem se davam conta do que acontecia, seguindo seu caminho. Ela nada havia dito, mas seus olhos... Deram-me adeus. Dessa vez, pela última vez.

Love Game: 8 – Mais Do Que Somente Sexo


Capítulo 8 – Mais do que somente sexo

            O ônibus parou no acampamento, foi aquela algazarra. Todo mundo pegando suas mochilas e querendo sair primeiro, e como falam! Estava com meus óculos escuros novamente. Esperei que todos saíssem, e quando fui descer, o motorista olhou pra mim com um sorriso naquela cara gorda, e deu uma piscadela.

            Fingi que nem vi e desci do ônibus. Cara de pau! Provavelmente deve ter adorado a cena de duas mulheres juntas. Ele desceu e abriu o compartimento de bagagens. O pessoal pegou suas malas.

            Olhei em volta, o lugar era realmente bonito. Estava fresco, tinha bastante grama, ao fundo montanhas. Do lado direito era o alojamento masculino e do lado esquerdo o feminino. Depois de descer uma rampa e andar um pouco ficava o refeitório.

Same Mistake - Parte 3


“I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice.
Give me reason but don't give me choice.
'Cause I'll just make the same mistake again.”

Meus olhos estavam cheios d’água, eu não conseguia parar de chorar. Ouvi tudo o que você disse calada, e agora havia um nó em minha garganta. É, eu realmente te conhecia, e o pior, eu te amava exatamente do jeito como você era. Por um momento não consegui falar, nem me mexer, eu apenas chorava. De seus olhos castanhos também desciam lagrimas incensáveis. Até que entre soluços consegui dizer alguma coisa:

Love Game: 7 - Apenas O Começo


Capítulo 7 – Apenas O Começo

Eu estava vestida como a ocasião pedia: calça colada preta, blusa regata, cabelos em um rabo-de-cavalo e óculos escuros. Chegara o dia tão esperado da excursão. Eu estava na frente do ônibus, perto do motorista, com uma lista de nomes na mão. Os alunos estavam animados, conversando lá no fundo.

O ônibus estava lotado. A única pessoa que faltava era Paola, sempre ela! Eu tentava aparentar calma, mas por dentro tinha medo de que ela não fosse. De repente, ouvi uma voz ao meu ouvido, atrás de mim:

- Desculpe o atraso. – sorri e dei espaço, virando-me.

Conto - Depois Daquele Toque


Eu sentia a brisa do fim de tarde bater em meu rosto, enquanto assistia ao pôr do sol na varanda de casa. Meus olhos fitavam a paisagem á frente, sabendo que dali a pouco viria uma chuva fria, como já era de se esperar. O cansaço me consumia. Tinha passado a semana toda trabalhando, e aquela folga de sexta-feira era um descanso abençoado.  Havia dias que eu não conseguia trabalhar direito, muito menos dormir, os fantasmas de minhas lembranças assombravam-me toda vez que tentava fechar os olhos, e isso começara a acontecer até quando os mantinha abertos. Flashes apareciam em minha mente, assustando-me, trazendo o sentimento de culpa outra vez.

Same Mistake - Parte 2


Continuei andando, agora com mais ansiedade. Eu precisava te encontrar de qualquer maneira. As ruas, que antes eram tão poucas, começavam a ficar mais compridas, como se o caminho se alongasse para me impedir de chegar a tempo. Meu coração batia forte como se fosse explodir, saindo do peito. Agora uma chuva fria começava a cair, mas eu não me importava. Na verdade, eu nem sabia que estava chovendo, todos os meus sentidos estavam concentrados apenas em chegar logo.

Até que eu parei em frente a um portão vermelho, peguei o papel e vi que o número da casa era o mesmo, e por um momento eu hesitei, fiquei parada na chuva que já me encharcava. O medo me consumia por dentro e eu não sabia o que fazer, até que automaticamente apertei a campainha. Chamou, chamou, e chamou até você abrir a porta. Estava envolta em um roupão de seda, com os cabelos lisos pelos ombros, e se assustou ao ver-me:

Conto - Can You Read My Mind


Can You Read My Mind

- Eu vou me arrumar agora porque vou sair com os meninos.

Aquelas palavras rondavam a cabeça de Julia. Ela tentou não demonstrar a pontada de ciúme que sentira, murmurando:

- Ah sim que bom! Se quiser acho que eu já vou indo então...

- Não precisa! – respondeu Marina indo ao quarto. – A gente vai conversando enquanto isso.

- Tudo bem. – a ruiva a seguiu até o quarto.

Ficou sentada na cama enquanto ouvia Marina falar sobre a tal garota de quem gostava. Julia já tinha se acostumado a começar a gostar de alguma menina, e essa menina estar apaixonada por outra, e era ela sempre que as ajudava a ficar juntas.

Love Game: 6 - Respire Em Mim


Capítulo 6 – Respire Em Mim

            No outro dia lá estava eu, na sala dos professores, me preparando para ter aulas na sala do terceiro A, quando eu vi uma pessoa parar em frente à porta. Os cabelos loiros tampavam um pouco dos olhos azuis, arregalados. Lá estava a menina do segundo ano, toda encolhida na porta, como se eu fosse atacá-la.

- Li-Licença?

- Entra. – a garota entrou, chegando perto de mim.

- Me desculpa, mas... O que... O que... – ela começou a gaguejar. Segurei uma gargalhada, eu era tão temida assim? Ótimo!

- Aconteceu no banheiro?

- Si-sim. – ela disse baixo, com medo de alguém escutar, apesar de estarmos sozinhas.

Same Mistake - Parte 1


Andando na rua cabisbaixa, indo a sentido contrário ao da multidão, apenas pensando na vida, sem motivos para estar radiante. Eu nunca pude lhe ver pessoalmente, conhecer o brilho dos seus olhos ou o seu sorriso cativante. Nunca pude ouvir suas mentiras e nem viajar na sua voz. Você apareceu na minha vida estando muito distante, e eu nunca pude lhe encontrar pessoalmente. Mas eu te amei, isso posso afirmar. Amei-lhe tanto ao ponto de quase desfalecer de paixão, mas você me odiou. Maltratou-me, e mesmo assim eu lhe amei. Segui com a minha vida como se nada tivesse acontecido, era o que todos me aconselhavam.

Love Game: 5 - Perdendo A Cabeça


Capítulo 5 – Perdendo A Cabeça

            Acordei no dia seguinte com minha cabeça latejando. Sabia que estava em casa, em minha cama, mas não sabia como tinha chegado lá. De repente o celular começou a tocar, praguejei. Quem em sã consciência ligava para alguém aquela hora da manhã? Sentei rapidamente na cama, mas me arrependi. Tudo começou a rodar, senti enjôo. Após um tempo saí à procura do celular, encontrei-o perto do armário. No visor estava escrito “diretora”. Ótimo, tudo o que eu precisava. Atendi:

- Eu estou de folga hoje. – esse foi o meu cumprimento.

- Eu sei, mas preciso de você na escola hoje. Teremos uma reunião às nove horas. – ótimo, são oito e quinze.

Conto - The Winner Takes It All


The Winner Takes It All

Ela olhava algumas caixas de papelão, sentada no chão do quarto, sobre o tapete felpudo e branco. Aquelas caixas estavam guardadas desde que... Bem, desde que ela fora embora. Lilian nunca mais mexera nelas, até aquele momento. Estava olhando qual era o conteúdo, entre um gole e outro na taça de vinho tinto. No aparelho de som tocava um CD o qual a seleção era realmente de matar. Melodias tristes que somente a faziam se lembrar... Aliás, que diferença faria? Ela se lembrava até mesmo enquanto sonhava, inconscientemente. Pegou um porta retrato de dentro da caixa, onde viu ela e uma moça, sentadas no banco do parque. Jamais esqueceria aqueles olhos, aquele rosto, aquele toque, aquela voz... Estava tudo gravado em sua mente.

Conto - Insistência


        Enquanto pego minha bolsa, juntando todas as minhas coisas, tirando as roupas das gavetas eu olho para o seu retrato em cima da mesinha de cabeceira. Não, não é a primeira vez que tento sair de casa e ir bater à sua porta, se eu for tentar contar nos dedos não conseguirei, precisarei de mais mãos para isso.
Uma lágrima cai de meus olhos enquanto tomo mais um gole de vinho, eu não bebo, nunca gostei de beber, mas preciso para suportar a dor que é ficar sem você.

           O quanto eu te pedi para ficar, não ir... Implorei jogada aos seus pés, pois para mim você é tudo, mas mesmo assim você me deixou.

Love Game: 4 - Desejei Que Fosse Você


Capítulo 4 – Desejei Que Fosse Você

            Andei a passos firmes e decididos, com a cabeça erguida, passando no meio do pátio. Eu sabia, apesar de olhar sempre para frente, que os olhares de todos se convergiam para mim e para o meu destino. Claro, sempre havia garotos e garotas me olhando durante o intervalo, mas eu estava sempre com Helena e sentávamos sempre em uma mesa vazia, afastada de todos.

            Dessa vez, eu andava em direção a uma mesa quase no meio do pátio, com apenas uma garota sentada nela. Paola. Seus olhos sorriam para mim, ela sabia que eu tinha que falar com ela, que eu não iria deixar do jeito que estava.

             Sentei-me em frente a ela, suspirei.

Garota Jolie - 14


Fazia alguns dias que eu não a via. Será que não tinha gostado? Será que tinha raiva de mim? Será que não queria nunca mais me ver? Essas perguntas rondavam minha cabeça, dando-me uma sensação de ansiedade e temor. Eu estava na faculdade naquele dia, já era hora do intervalo. Peguei meu lanche, na fila da cantina, e antes que pudessse virar, senti dois braços envolverem minha cintura.

- Bom dia bebê. – ela sussurrou em meu ouvido. Abri um sorriso instantâneo no rosto.

- Bom dia! – falei alto, para que todas ouvissem.
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