Ela era luz.


Ela era luz.
Esses dias me peguei pensando em que momento nossas vidas se cruzaram, e não soube precisar o instante exato, apenas que de um dia para o outro, ela fazia parte da minha vida. Tudo começou como simples conversa, uma simples companhia, dessas de jogar conversa fora. Era tão diferente de mim, mas ao mesmo tempo um pouco parecida. Seu jeito tímido e retraído parecia fazer com que ela se afastasse das pessoas, mas depois que você a conhecia, sua personalidade única e iluminada lhe cativava. Ela me cativou. Sua paixão pela escrita e pelos livros a deixa mais próxima de mim. Ela não fazia parte do meu círculo de amizades, mas então, um dia... Ela não só entrou na roda, como passou a ser uma das que puxam a canção e faz todos cantarem no ritmo. Ela é daquelas que nos envolvem e nos fazem se sentir acolhidos. Eu a conheci em uma dessas noites de sábado movimentadas, e jamais imaginei que pudesse ser alguém tão próxima a ela.

História - Anastácia: Capítulo 04


Capítulo 04 – Sexo Sem Compromisso

             Eu me sentia como se estivesse dentro de um sonho e não queria acordar. Tinha medo de que a qualquer momento a ilusão se desfizesse e eu me visse em meu apartamento sonhando acordada. Mas para a minha sorte, ou azar, tudo aquilo era bem real. Anastácia estava de carro e eu fiquei boquiaberta quando paramos em frente a uma Mercedes-Benz conversível prateada que estava num estacionamento. Era um carro lindo, e com certeza combinava com ela.

— Não tem medo de roubo não? – perguntei surpresa.

— Eu gosto de viver perigosamente. – ela me lançou um sorriso maroto e entramos no carro. Ligou o rádio logo em seguida, sintonizando em uma música animada.

            A viagem até a casa dela foi um pouco demorada devido ao trânsito de São Paulo, mas não me importava naquele momento. Eu estava naquele carro ao lado daquela loira, e isso era o mais importante. De vez em quando eu a observava com o canto dos olhos, e percebia que ela sorria quando sentia que eu a estava olhando. Ia observando os prédios e ruas da cidade, sentindo o vento em meu rosto, meus cabelos... E eu só conseguia pensar em como tudo aquilo havia acontecido em tão pouco tempo. Sempre tive tanto medo de que aquela cidade não fosse exatamente tudo o que eu sonhara, tudo o que eu sempre quisera... E lá estava eu, surpreendida de que havia ganhado muito mais do que eu desejara.

História: Anastácia - Capítulo 03


Capítulo 03 – A Modelo Original

            Alguns dias haviam se passado e estava quase no final de semana seguinte. Desde então eu não havia mais falado com Anastácia, e ela também não dera sinal de vida. Passei meus dias andando pro São Paulo entregando currículos. Eu ainda não tinha trabalho por lá, e apesar de sermos uma família rica, meus pais não tinham negócio próprio em que eu pudesse trabalhar. Aliás, eu nem queria, já que pretendia seguir no ramo das Artes mesmo. Havia deixado currículos em curadorias de arte, lojas de quadros e pinturas, vendas e revendas, e até mesmo em floriculturas! Voltava para casa ao final do dia, cansada, e só comia algo e ia dormir. Nas folgas eu continuava pintando aquela tela que eu começara, do girassol em meio às rosas. Viver em São Paulo estava sendo quase como eu imaginei que seria. Apesar de ter saído poucas vezes para me divertir, sabia que nos finais de semana isso seria fácil. Estava perto dos meus amigos, e eu adorava essa variedade de pessoas, situações e lugares que somente São Paulo tinha.

            E, claro, eu estava esperando encontrar uma namorada para mim, talvez uma que durasse dessa vez. Eu havia achado o amor da minha vida muito cedo, mas infelizmente ela não era quem eu achava que era. Tínhamos uma química incrível e tínhamos namorado por dois anos, mas as brigas eram constantes. Ela morava em outro estado e claramente parecia não ter tempo para viajar para me ver, nem mesmo disposição. Já estava cansada de ser a única tentando, não valia a pena. Após alguns rolos e paqueras, nada muito sério, eu finalmente havia achado a pessoa que iria passar o resto da minha vida. Era da minha própria cidade. E fora por ela que eu passara muito tempo na fossa. Ela havia me traído com uma ex dela, brigamos muito feio e após uns meses longe, acabei aceitando-a de volta. Pior coisa que eu fiz em toda a minha vida. Não bastasse o primeiro chifre, levei mais dois. Depois disso passei muito tempo em negação, achando que o amor não valia a pena. Quis desistir de achar alguém que fosse gostar de mim. Passei por uma fase muito difícil e meio obscura...

História - Anastácia: capítulo 02


Capítulo 02 – Provocações

            Já era tarde e eu passara a maior parte do sábado trabalhando em meu apartamento. Desencaixotando minhas coisas, colocando-as no lugar, fazendo uma lista de coisas que eu precisava comprar para me manter... Desembrulhando alguns quadros e pendurando-os na parede. Como havia dois quartos no apartamento, um deles certamente serviria de estúdio para eu pintar. Haveria cavaletes, quadros, tintas, pincéis, aparelho de som, entre outras coisas. Naquele dia eu só havia recebido a ligação de Karina, uma das minhas melhores amigas. A mais próxima, na verdade. Ela estava louca para ir a uma boate comigo, já que agora eu morava na mesma cidade que ela. E por mais que eu tentasse convencer-lhe de que eu não queria ir, não adiantou. Ela era tão teimosa quanto eu e não iria aceitar um não, ainda mais num sábado, no qual eu não tinha nada para fazer.
           
            Apesar de ter pensado em Anastácia logo quando acordei, por ter tido a sensação de que havia sonhado com ela, pelo resto do dia eu ficara tão entretida na arrumação que esqueci de todo o resto. Eu estava com o rádio ligado, ouvindo música e dançando pela casa enquanto arrumava tudo, quando ouvi uma batida insistente na porta. Confesso que por um milésimo de segundo pensei na loira... Mas então percebi o quão boba eu estava sendo. Como poderia ser ela, pelo amor de Deus? Corri atender à porta.

História - Anastácia: capítulo 01


História – Anastácia

Sinopse: Em seu primeiro final de semana em São Paulo, Leona saiu para se divertir, e jamais imaginou que uma cantada tão descarada pudesse chamar a atenção de uma mulher como aquela: mais velha, desafiadora e intimidadora. Anastácia era seu nome. Completamente fascinada, sempre acreditou estar no controle da situação, até aquele jogo de amor virar-se contra ela e fazê-la se perguntar até que ponto valeria a pena...

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