Anne & Anna - O café


O Café

Ela estava ali. Ela sempre estivera ali. Sentada sozinha em sua mesa preferida na Starbucks, aquelas dentro da cafeteria, em um banco confortável, tomando seu cappuccino e comendo um lanche de peito de peru. Seus olhos sempre fitando o livro que sempre trazia consigo. Não interagia com as outras pessoas, gostava da quietude e da tranquilidade. Talvez por isso eu nunca tivesse reparado nela; meus olhos sempre buscavam tantas garotas que passavam a minha frente, todas tão diferentes, falantes, extravagantes. Escrevia histórias sobre elas, imaginava suas vidas, queria conhecê-las e entendê-las. Eu buscava uma história de amor, mas todas me davam pequenas crônicas em conta-gotas. Nunca me ocorreu simplesmente aquietar-me e sentir as vibrações em minha volta. Então, em um dia qualquer, após outra decepção amorosa, sentei-me calada na cafeteria. Sentia-me solitária, amarga e triste, assim como os tantos cafés que eu adorava tomar. Meu olhar vagava pelo ambiente, até pousarem sobre a garota de cabelos pretos e lisos sentada no canto do lugar. Ela olhou-me, sorriu, e voltou a sua leitura. Rapidamente interessei-me por ela. Geralmente eu demorava séculos para me aproximar, apenas observando minhas pretendentes, mas dessa vez resolvi tentar a sorte. Caminhei calmamente até ela e me apresentei. 

Conto - Sem Medo de Viver




N/A: Conto vencedor em 3º lugar na Categoria Conto Adulto do Prêmio Literário Mario Sérgio Cortella da 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirao Preto (2016) 
Sem Medo de Viver

            O vermelho cobre meus lábios uma vez mais. Como diria meu filho do meio Ricardo, eu não perco a chance de chamar a atenção. Um riso irônico vem aos meus lábios. Claro! Pois foi isso que eu quis durante minha vida inteira: chamar a atenção. Penteio os cabelos, agora vermelhos como fogo, deixando-os soltos e com uma leve ondulação. Passo lentamente os dedos enrugados pelos desenhos impressos em minha pele, enquanto um sorriso triste borra meus lábios rubros, relembrando-me do significado de cada um deles. Meus dedos contornam a pequena borboleta tatuada em meu braço esquerdo, enquanto meus lábios tremem. Lembro-me da reação indignada de Ricardo ao saber da tatuagem, apesar de eu lhe explicar que borboletas são símbolo da transformação e da beleza, assim como minha mãe o era.

Dia das Namoradas






Esses dias o frio está quase insuportável em São Paulo. Acostumada ao calor, tenho sofrido com as baixas temperaturas. Ultimamente, tudo o que eu quero são seus braços pra me aquecer, seu abraço, seu corpo quente junto ao meu. Hoje, justamente hoje, desejei que pudesse estar aqui ao meu lado. Hoje é um dia especial. Durante muito tempo passei esse dia solitária, e jamais imaginei que tão logo passaria esse dia acompanhada. Não lamento que não possa estar aqui comigo hoje, pois a tristeza não cabe mais em meu peito. Ao invés disso, crio planos em minha mente, criativa como sou, para passar essa data contigo, ainda que em outro dia do calendário. Mesmo que eu não possa realizar todas as loucuras que penso, é gostoso pensar nelas. Não nego que pensei em uma programação mais tradicional... Um jantar em um restaurante japonês, rosas, um presente... Mas se me perguntasse o que eu realmente desejaria fazer no dia de hoje, eu poderia facilmente lhe dizer: andar de mãos dadas pela Paulista, ouvindo casualmente esses artistas que estão sempre tocando por ali, e te fazer rodopiar, dançando no meio da calçada. Ou então, se tão frio não estivesse, ir observar a cidade, ver o pôr do sol e ficar até o anoitecer. Pensei também em te levar pra dançar... Ainda que não seja tão romântico à primeira vista, quem resiste a ouvir uma música da Kylie olhando dentro dos olhos da moça mais bonita? Dançar ao som de Cher como se não houvesse amanhã, partilhando a euforia e a felicidade. E se dinheiro tivéssemos, pegar um ônibus com destino desconhecido, e partir para uma aventura, nem que fosse em um chalé no meio do nada. E olha que não sou chegada a esse tipo de programa! Ou simplesmente fazer uma maratona de séries, ou assistir a filmes, com vinho, foundie ou chocolate quente. Posso falar a verdade? Se eu parar para pensar, não existe um programa perfeito para fazermos, pois cada vez que nos vemos é um momento perfeito. Cada café que tomamos, cada momento juntinhas assistindo a filmes ou séries, cada vez que saímos para comer, a cada passeio interessante e diferente que fazemos... A cada manhã ao eu lado me dando bom dia, a cada noite que se fecha com um beijo de boa noite... São momentos únicos e especiais. E eu poderia escolher qualquer um deles, contanto que fosse com você. Então hoje, nesse Dia das Namoradas, eu só desejo poder estar logo contigo, curtindo mais um momento especial entre nós. Desejo sentir de novo aquele sentimento tão forte quando nos beijamos a cada reencontro, desejo sentir seu abraço e o modo como me olha, tão apaixonado. Hoje, apesar do frio que sinto me congelar, já não sinto mais frio aqui dentro, apenas um calor que me aquece e me alegra. Um aconchego, uma felicidade. Já não há mais espaço pra solidão, e ainda que precisemos lidar com essa distância, ela não será eterna, já tivemos prova disso. Então, com a licença poética para mudar a música só um pouquinho, eu canto assim, baixinho, na esperança de que meus desejos sejam realizados:

“Eu sinto a falta de você, me sinto só, e aí, quando é que você volta?”

Feliz Dia das Namoradas, meu amor!

Escrita Criativa - Situação Ininteligível




Tema: uma situação ininteligível, ou seja, incompreensível, de difícil entendimento, para o personagem. 
        
  Sábado à tarde, sentada na varanda, toda enrolada no cobertor, em pleno frio de São Paulo, tomando um café, eu lia meu livro, já nas páginas finais, quando tocam a campainha. Merda! Bem no meio do penúltimo capítulo! Levantei a cabeça, pronta pra xingar o retardado que tinha descansado o dedo ali, mas fiquei sem fala, com os olhos arregalados, e o coração pulando no peito. De cabelos pretos, botas, óculos escuros, e uma voz rouca inconfundível, estava a Cher, em carne e osso, parada no meu portão. “Garota, abra essa merda dessa porta!” foi o que eu entendi do seu inglês. Levantei de um pulo, e comecei a dar gritinhos de alegria e êxtase, quando de repente, dei um grito que rasgou minha garganta. Uma garota passou correndo, atirou na Cher, que se agarrou no portão de grade. Eu fiquei branca, apavorada, sem conseguir sair do lugar, completamente horrorizada. Minha cabeça estava entrando em parafuso, sem conseguir processar o que estava acontecendo. A Cher, meu ídolo, agarrada no portão, toda ensanguentada, quase morrendo, gritando, e a menina ruiva ao seu lado, com a arma na mão, rindo insanamente e dando pequenos pulos. Eu queria salvá-la, queria gritar, mas não conseguia me mexer. De repente, a louca olhou pra mim, e apontou a arma, deu uma risada escandalosa. A primeira coisa que eu pensei, antes de me esconder embaixo da mesa, desviando da primeira bala, foi: fodeu! Um barulho de sirene tocando ao longe fez uma pontinha de esperança se acender, mas seriam eles rápidos o suficiente pra nos salvar?

Palavras


Nunca me faltaram palavras para descrever sentimentos. Sempre tão cheia deles que às vezes chegava a transbordar. Ultimamente ando numa secura de palavras digna do Saara. Tenho andado preocupada, sem entender direito o que acontece com meus dedos, que já não conseguem apertar as teclas certas e juntar as ideias para um bom texto. Eu sempre usei as palavras como armas para atingir as pessoas que estavam longe de mim. Sempre precisei delas para tocar as pessoas que estavam a quilômetros, para fazer o papel de um abraço apertado, de um ombro para chorar, de uma forma de alegrar. Eu sempre vivi pelas palavras e pelos textos que transbordavam meus sentimentos. Só então me dou conta de que a resposta está bem a minha frente. Abro os olhos e encontro os seus, tão perto, tão negros e pequenos, com uma leve linha curva. Essa é a diferença. Não preciso mais me amparar nas palavras, pois estou vivendo os momentos. Não preciso lhe dizer como sinto por um pedaço de papel ou uma tela fria quando simplesmente posso olhar em teus olhos, com o rosto bem pertinho do seu, segurando firmemente em sua mão, encarando seu sorriso que me transmite felicidade. Meu corpo fala por mim, minhas ações falam por mim. Mas não pense que essa escritora irá se calar, isso jamais acontecerá. Sou feita de palavras, e se não as libero, me sufoco. Finalmente fui agraciada com um pedido que fiz há anos, pelo qual implorei, briguei e exigi. Por muito tempo andei sozinha, lutei sozinha, tentei sozinha. Hoje ando acompanhada por alguém que tem os mesmos desejos, vontades e sonhos que eu. Meu peito explode em saudade todas as vezes em que precisamos nos despedir, e espera ansioso pelo dia em que nos veremos de novo. Com você, todos os meus dias são feitos de sol e calmaria. Não tenho medo da vida, muito pelo contrário, anseio por ela. Para vivê-la. Perdoe-me se não me expresso sempre através de palavras, mas tenha a certeza de que meus olhos e meus lábios sempre lhe mostrarão meus sentimentos mais sinceros e intensos por você. 

Escrita Criativa - Diálogo

Tema: o personagem se revela pelo diálogo


Diante dos portões da faculdade três amigos conversavam. Fred era o mais alto e o mais afetado, porém, o mais educado. Estava se segurando para não dizer boas verdades a João, que por ser o único hetero no grupo, muitas vezes tinha uma opinião preconceituosa em alguns assuntos.

— Cara, é o que eu to dizendo, não há necessidade de demonstrar tanto, saca? – João reafirmou seu ponto.

— E não há necessidade de demonstrar tanto sua heterossexualidade, mana. – Fred respondeu, cruzando os braços em frente ao peito. — Sabe que odeio quando você fica cheio desses preconceitos.

— Não é preconceito... – João suspirou, coçando a cabeça. – Só acho desnecessário.

— Queridas, chega desse papo chato? – interveio Paulo, colocando a mão na cintura afetadamente, só pra provocar. — Vocês vão colar lá na Augusta comigo e com o Gabi hoje? Parece que vai ter um show bapho de montação por lá.

— Sei não... Só se minha namorada for...

— Ah não bicha! – respondeu Fred, bufando e revirando os olhos. — Lá só dá bicha pão com ovo. É uó!

— Mas não vamos pelo povão, bee. Tô querendo ir por causa dos shows! Tem muito bate cabelo! – Paulo retrucou, tentando convencer o amigo.

— Nem vem, aquelas drags são um desastre! – levantou uma sobrancelha, em tom irônico. — São tão bem maquiadas que podiam ser contratadas pro circo.

— Como você é chato! – ele deu de ombros, virando-se para João, que prestava atenção no celular. — Vamos comigo, bee! Please!


— Boa sorte pra vocês. – Fred sorriu. — Vou indo. Cuidado para não serem roubadas... – riu maldoso acenando para eles, enquanto saía rebolando afetadamente, só para irritar João e seu preconceito. 

Escrita Criativa - Prazer extremo




Era a primeira vez em que meu corpo entrava em contato com seu. Sua pele ardia em brasa de encontro a minha. No escuro do quarto não podíamos ver, por isso nossos sentidos estavam mais apurados. Beijei seus lábios novamente, mordiscando seu lábio inferior, e uma vontade me veio à mente. Sem consultá-la, dei pequenas lambidas indo do queixo até o lábio cheio, e senti-a estremecer. Queria enlouquecê-la, mas ela era uma boa aluna e adorava mostrar que havia aprendido bem a lição. Sua língua lambeu do meio queixo até o meu lábio superior, e aquela sensação fez meu corpo se arrepiar inteiro. Minha respiração estava falha, meu coração palpitando no peito. Percebendo que eu adorara, ela fez novamente, mas dessa vez seus dedos se encostaram em meu sexo, constatando como me deixara molhada. “Quero sentir seu gosto, amor...” Ela sussurrou eu senti pulsar em sua mão, apertando-a entre minhas coxas. Não consegui lhe responder. Virou-me de costas, descendo o corpo lentamente pelo meu, os cabelos macios acariciando minha barriga. Encaixou-se entre minhas pernas, mordiscando minhas coxas, dando pequenos beijos, fazendo-me tremer de desejo. A ansiedade me corroia, e quando finalmente senti sua boca em meu sexo, comecei a gemer baixinho. Eu não possuía mais controle sobre meu corpo, que se contorcia nos lençóis, estremecendo a cada lambida. Quanto mais eu gemia, mais intenso se tornava, e eu já não mais pensava naquele momento. Senti meu corpo inteiro tremer, enquanto eu chegava ao ápice, segurando em seus cabelos e gemendo mais alto, sentindo o primeiro orgasmo. Quando meu corpo se aquietou, relaxado e suado, senti-a junto a mim, seus lábios selando os meus, com o meu gosto neles, enquanto seus dedos e sua mão se entrelaçavam na minha. 

Poesia - Beijo


Beijo

Tem gente que dá selinho,
Tem gente que dá beijinho,
Tem gente que dá carinho.

Tem gente que dá beijão,
Com direito à linguão,
No meio da multidão.

E tem a gente.

Que inventa beijo o tempo todo,
Se lambuza e se demora,
Ora beijando bem devagarinho,
Ora com pressa e urgência.
Beijos demorados,
Ou um simples encostar de lábios.

Que saudade do seu beijo! 

Escrita Criativa - Mariana

Tema: algo que seja indefensável, mas que seja justificável do ponto de vista do personagem.


Mariana


Seu corpo era meu. Deu-me por livre e espontânea vontade. Eu só demorei a desfrutar do seu presente. Sempre a admirei, sabia? Desde que éramos jovens. Seus olhos transmitiam tanta vida... Tanta curiosidade pelo mundo... Mariana era meu bem mais precioso. E por um tempo, eu fui o dela. Até que ela resolveu me trocar por um desses caras musculosos cheios de tatuagem. Implorei tanto para que ela voltasse para mim... Prometi-lhe viagens para conhecer o mundo ao meu lado, o que ela sempre quis, mas não... Preferiu ficar presa àquele sujeitinho nojento. Todas as noites apareci em sua porta, liguei, mandei mil mensagens... Até que ela me dissesse para sumir da vida dela. Eu! A pessoa mais importante! Sua metade, sua alma gêmea, sua felicidade! Ela me disse que era minha, para sempre. E minha eu a fiz, ouvindo seus gritos desesperados, pedindo-me para parar... Minha lâmina desenhando corações meio incertos na pele toda cortada e avermelhada. Feliz, Janaína? Realizada? Eu estava... Passando a língua em meus lábios sentindo o gosto adocicado do sangue do seu querido namorado. Seu corpo inerte, com o corpo todo cortado e espicaçado, assim como ele deixara o coração de Mariana. Se era do seu pau que ela gostava, pau eu lhe dei. Arrancado enquanto ainda vivo, capturado entre meus dentes, de presente eu lhe dei. Acredita que após tanto trabalho, ela ainda teve a audácia de me recusar? Desesperada, tentou fugir. Pobre Mariana, se tivesse me ouvido... Se tivesse me escolhido... Teria sobrevivido.

Escrita Criativa - Alguém Estranho

Eu estou participando de um curso de Escrita Criativa do Ninho de Escritores e semanalmente temos exercícios de escrita com algum tema, fora os desenvolvidos em aula. Estou com vontade de compartilhar algumas coisas do que escrevo, já que não tenho escrito muito por aqui, apesar de estar pensando sobre isso, mesmo que esses escritos não estejam completos e possam ser melhor desenvolvidos. O tema desse foi: Alguém estranho.

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De longe eu a observo, tomando um café, com seus cabelos em formato de cachos caindo por cima dos seus olhos castanhos amendoados. Ela sorri, dando de ombros, claramente à vontade com a figura feminina a sua frente. Por muito tempo eu tive vontade de ser aquela figura. De poder desfrutar do prazer imensurável de estar em sua companhia. Houve um tempo eu que eu faria de tudo para me enfiar embaixo do seu cobertor, dentro da sua pele, injetada em sua corrente sanguínea. O vermelho em seus lábios, que costumava marcar minha roupa, acabou manchando minhas mãos. Cega por seu amor, eu fiz tudo o que ela me pediu. Hoje ela engana mais uma vítima, mais uma garota vinda do interior sem ter o que comer. Sua mão escorrega pela perna da ruivinha, com segundas e terceiras intenções. Hoje eu a vejo por quem realmente é, mas já não a reconheço. Ainda que seu cheiro seja o mesmo que um dia exalou em meus poros, seu gosto amarga minha boca toda vez que toco em seu nome. Tomo o resto do meu chocolate quente e ao passar por ela, seus olhos se apertam enquanto ela vasculha sua mente em busca de alguma lembrança. Mas já não pode me reconhecer, pois não sou mais uma vítima em sua teia de mentiras. Um sorriso se abre em meu rosto, e finalmente, estou livre. 

Release - Entre Páginas

Release – “Entre Páginas”

Antes de tudo é preciso dizer que “Entre Páginas” é muito mais do que um romance. Primeiro livro da escritora Lis Selwyn, é um prato cheio para quem adora um bom mistério policial. A leitura flui fácil enquanto quem lê vai tentando montar o quebra-cabeça juntamente com a jovem protagonista Lucy. Ambientada em Dublin, na Irlanda, a história traz algumas curiosidades e descrições sobre o local, fazendo com que o leitor sinta-se dentro daquele mundo, mergulhado nas emoções que o suspense traz. E, claro, como não poderia faltar, após descobrir o terrível acidente que vira a vida de Lucy de cabeça pra baixo, a jovem irlandesa se vê às voltas com sentimentos inesperados e completamente confusos sobre a detetive do caso, Lyra. Com um toque sutil, Lis Selwyn nos faz mergulhar juntamente com a protagonista nesse infinito universo do amor.

TAG Liebster Award


Olá, pessoal! Ultimamente eu tenho feito mudanças no meu blog, deixado-o mais bonito, um pouco mais romântico, e tenho tentado atualizá-lo de diversas formas. Hoje aconteceu algo inédito: vou participar da minha primeira TAG! Fui tagueada pela Izumiy na TAG The Liebster Award. Agradeço pela indicação do meu blog e vamos às respostas!

História: Anastácia - Avisos


Para os leitores da história 'Anastácia', eu publiquei esse aviso no Wattpad, onde também posto a história, e o postarei aqui também:
Olá pessoal! Eu vim aqui hoje esclarecer algumas coisas sobre a história "Anastácia". Eu deveria ter vindo antes, mas estava resolvendo várias coisas. 
Primeiro, a história não está abandonada. Na verdade, já existem 170 páginas de Word escritas no total, e a história se encaminha para o fim. Eu demorei a vir dar avisos sobre isso porque queria saber se realmente eu ia conseguir continuar escrevendo, e eu consegui.
Segundo, eu não postei mais da história porque ela acabou se tornando bem maior e mais desenvolvida do que eu achei que seria, e eu quero publicá-la, transformá-la num livro. Por isso, achei melhor não postar mais coisas para não estragar várias surpresas que vêm pela frente. 
Eu fico realmente muito feliz com todos os comentários e a visibilidade que essa história têm ganhado, especialmente porque tudo começou com uma ideia boba e um diálogo que veio em minha cabeça rs Eu agradeço a todos vocês que esperam capítulos novos, que leem, que deixam comentários e até mesmo os que vão atrás de mim perguntando sobre quando haverá mais história. Se não fosse por vocês, talvez essa história nunca teria tomado as proporções que tomou. 
Ainda preciso terminá-la, revisá-la e então começar o processo de mandar para as editoras. Espero que estejam torcendo por mim, e que essa história consiga seu espaço físico no mundo dos livros. E, claro, que vocês comprem o livro para poder conhecer a história completa da Anastácia, especialmente com o ponto de vista dela... ;)
Obrigada, 
Laris Neal 

Minha estrela


Olho para o céu procurando a estrela mais bonita. 
Mas por mais que eu tente, não consigo encontrar. 
De repente triste, sinto um vazio a me perturbar. 
Mas então a brisa, tão gostosa brisa, me traz teu cheiro, 
doce perfume a me lembrar, que minha doce e amada estrela, 
a mais brilhante, está tão longe, mal a posso olhar. 
Ainda assim, coração bate forte, quem sabe a sorte, 
ou o tempo, trazem minha estrela para em meu céu contemplar. 
E então, com um desejo, feito aos céus, todos os dias, 
de olhos bem fechadinhos, possa transformar minha bela 
e brilhante estrela em linda moça a me amar.
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