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Cinco Loiras E Uma Sentença - 7


Capítulo 7 – A Sentença

Eu olhei apreensiva para a mulher de cabelos cacheados á minha frente. Parecia que eu ia ser encaminhada para a guilhotina, ou no mínimo, para a forca. Todas as atenções estavam voltadas para mim, então Marina olhou-me séria, e disse:

- Culpada! – e me deu um tapa na cara.

Isso mesmo! Um tapa! Fiquei tão surpresa que por um momento fiquei sem reação. Olhei-a de boca aberta e resmunguei:

- Hey! Sua louca, isso machuca!

- Isso é pouco para o que você merece. – ela disse olhando-me com desdém, enquanto as outras louras davam risadas.

Cinco Loiras E Uma Sentença - 6



Capítulo 6 – Marina

Então, continuando, a história da Marina foi completamente diferente das que eu vivi com as outras mulheres. Por quê? Bem, por que com a Marina havia algum sentimento. Eu fiquei com as outras mulheres tentando tapar um buraco que havia ficado em meu coração depois de Alessandra. Buscava outros braços, outros beijos, outras mulheres para aliviar a mágoa e a dor de não ter a pessoa que eu amava para mim.

Com o tempo, descobri isso da maneira mais difícil, e acabei ficando deprimida, não queria sair para lugar nenhum, até que em uma noite de sábado minhas amigas conseguiram me levar para um bar. Estávamos sentados nos divertindo, mas eu estava muito quieta, na minha, amuada, até que a Marina surgiu.

Cinco Loiras E Uma Sentença - 5


Capítulo 5 – Alessandra.

Eu fiquei com muita raiva naquele momento, quis esganar ela de verdade! Será que ela só queria ver os outros infelizes? Não suportava a felicidade alheia? Só podia ser isso! Alessandra encarava-me com um sorriso triunfante no rosto.

- Sua... Sua... – eu tentava controlar minha raiva, sem muito sucesso.

Acabei levantando-me e teria avançado sobre ela, se não fosse Marina me segurar.

- Onde pensa que vai, Jéssica? – ela olhou-me levantando a sobrancelha. Ah não, dar uma de mandona naquele momento não!

- Se me der licença, vou matar essa desgraçada! – eu gritei, levantando-me de novo. Eu cuspia as palavras, cheias de ódio.

Cinco Loiras E Uma Sentença - 4


Capítulo 4 – Fabiana

Um dia desses, minha amiga resolveu ir ao outro shopping da cidade, eu não estava muito á fim de ir, mas ela insistiu tanto que resolvi fazer logo a vontade dela. Priscila me buscou em casa e nós fomos ao shopping, andamos em umas lojas de bijuterias, sapatos, bolsas, e então, entramos numa loja de roupas famosa do shopping.

 Ela começou a olhar os celulares que tinha em um quiosque no meio da loja, cada lado do quiosque era de uma operadora. Eu parei ao lado dela e começamos a olhar os celulares, quando uma moça veio nos atender.

- Boa tarde, gostariam de ver um celular em especial? – meus olhos instintivamente prenderam-se naquela voz de anjo.

Cinco Loiras e Uma Sentença - 3


Capítulo 3 - Francine

Em um dia de verão fui com minha amiga até o shopping, na verdade eu não era muito fã de bijuterias, comprava às vezes, mas nem sempre, e entrei na loja só porque minha amiga insistiu muito.

Andei pelo lugar observando as coisas, algumas pulseiras, anéis e colares, até tinha gostado de alguns, quando olhei atrás do balcão, quase caí para trás: uma moça de seus vinte e cinco anos, cabelos louros e lisos, compridos, olhos castanhos e um sorriso lindo! Eu quase babei ali na hora, mas nada disse, aquele dia fiquei apenas observando e acabei descobrindo que o nome dela era Francine.

Depois disso, comecei a ir toda semana ao shopping para ver a “loira do shoppis” como eu comentava com uma amiga minha, a Marcela.

Cinco Loiras e Uma Sentença - 2




Capitulo 2 – Tatiane.

Então eu comecei a contar como tudo aconteceu.

Eu estava na faculdade naquele tempo, começo de ano, sentada á minha carteira bem comportada, quando ela entrou pela porta: alta, magra, cabelos compridos e loiros, encaracolados nas pontas. Olhos azuis e um sorriso lindo, toda delicada e meiga. Eu quase morri quando a vi, a desejei para mim, mas eu sabia que ela não me veria se eu não me fizesse sobressair em meio aquele monte de gente.

Cinco Loiras e Uma Sentença - 1



Capítulo 1 – Era Uma Vez...

Com todos aqueles barulhos, gritos e protestos eu sai correndo da cama, somente com um lençol envolvendo meu corpo e refugiei-me no banheiro. Sentei no chão ao lado da privada e comecei a ouvir batidas na porta, então coloquei a mão na testa, sentindo-me a criatura mais idiota da terra.

“Como você foi se meter nessa, Jéssica? Aliás, como vou sair dessa?” Pensei que era meu fim, então achei um pequeno caderno jogado no chão do outro lado da pia juntamente com uma caneta. Peguei-os e abri o caderno em qualquer página, descobrindo que era um velho diário meu. Comecei a escrever em uma das páginas em branco, precisava de uma salvação, e rápido!
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