Minha Loucura


Eu queria voltar atrás, resgatar minhas dores, 
Reabrir feridas com minhas próprias mãos, 
Fazê-las sangrar, deixá-las expostas, 
E rir e chorar da minha própria desgraça.

Busquei melodias que me faziam chorar,
Reli velhos textos amarelados pelo tempo,
Trouxe à memória conversas e monólogos,
Mas não há mais lágrimas em meus olhos secos.

Oneshot - Addicted to You


Oneshot – Addicted to You

N/A: Oneshot feita para um desafio #LanaGlamourosa do grupo do facebook Fanfictions OUAT, baseado na foto que eu escolhi. Escrevi ouvindo um cover da música "Addicted to You" do Aviici. Espero que gostem!

Foto: http://31.media.tumblr.com/bcc353e20086cf35354f31b2137ab3dd/tumblr_n452lz0ysv1schl6lo1_r1_500.png

Durante toda sua vida, Regina tinha hesitado em dar os primeiros passos, em tomar a frente. Quando era conhecida por Evil Queen, não se importava muito com as consequências e ia atrás do que queria, mas geralmente movida por raiva ou vingança, sentimentos bem diferentes dos que tinha nessa nova vida. Como Regina, pensava mais em suas ações, tinha receios e medos, aprendia a controlar seus impulsos, e isso lhe lembrava um pouco de sua juventude. Sempre esperando... O homem que viria a ser seu amor verdadeiro. Com o passar do tempo, ela começou a aprender que enquanto não fosse atrás dos seus objetivos, não conseguiria o que tanto queria. E dessa vez, não era o quê, mas quem.

            Aquela era a primeira festa que dava na mansão. Dentro do seu quarto, olhava pela janela, o nervosismo lhe consumindo, enquanto se perguntava se aquela seria mesmo a melhor estratégia. As pessoas chegavam de todos os lugares, para a festa que a prefeita dava, em sua própria mansão. Um sorriso se apossou dos seus lábios, ela sabia que muitos estavam ali para ver com seus próprios olhos se aquilo seria verdade. Oh sim, todos sabiam que Regina havia mudado, mas daí a se tornar alguém tão simpático e solícito era uma grande diferença. Ela sorriu ainda mais. Ah se eles soubessem qual era o verdadeiro motivo daquela festa...

Resenha – Orgias Literárias da Tribo

Resenha – Orgias Literárias da Tribo           

Hoje eu vim trazer a resenha de um livro em que tive a honra de participar. O livro se chama “Orgias Literárias da Tribo”, uma coletânea organizada pelo Fabricio Viana, na Editora Orgástica. Foram selecionados 10 autores, entre gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, e um autor convidado. Lembro que ao ver o título da antologia, achei interessante a proposta, principalmente porque eu adoro textos que chocam! E o que a gente não pensa quando é convidado para uma Orgia Literária? Mas é uma grande jogada, principalmente por nos atrair para entender e conhecer o que seria isso, e então se deliciar na variedade de textos apresentados. Eu não conhecia quase ninguém da antologia, apenas a Karina Dias, de quem já sou fã há anos, imagine o quanto não comemorei em ter entrado na mesma antologia que ela!

Então, quando fui para o lançamento do livro, comecei a conhecer cada um dos nomes que eu tinha visto fazerem parte do livro. Foi uma tarde de autógrafos maravilhosa e adorei conhecer cada um deles. De volta à minha cidade, foi só aí que comecei a conhecer a literatura particular que cada um deles produziu. Fiquei completamente maravilhada com a diversidade de cada um dos textos, e como eles são bem diferentes, até mesmo no jeito em que foram colocados e diagramados.

Momentos


A vida é feita de momentos. E esse é o meu momento. Eu, apressada como sempre, diversas vezes me perguntei para onde estou indo, o que está acontecendo. Tentei classificar o sentimento, colocá-lo em um compartimento, tentei entender o que estava rolando, colocar etiquetas, mas todas as vezes em que o fiz, acabei enfiando os pés pelas mãos. Noites em claro e em choro foram disperdiçadas nesse processo. Quando irei eu entender que não há como classificar? Os momentos são tão fugazes, eles aparecem do nada, duram um tempo incerto, de segundos a horas, dias, meses... Para sempre? Não, pois eles são passageiros. E quando você menos espera, eles já acabaram. E a graça é que por mais que você espere por eles, sempre é pego desprevenido. Aos poucos vou aprendendo a desacelerar, a parar de querer ter um porto seguro. Aliás, eu preciso ter: em mim mesma. Afirmar minhas certezas, meu eu, ser minha própria rocha. Fora isso, ando aprendendo a andar na corda bamba. Em cima dos muros, seja nos dias nos quais o sol brilha forte e me aquece, ou nas noites em que a escuridão toma conta dos nossos corpos e das nossas mentes. Tendo uma âncora em mim mesma, posso sempre voltar à razão, mas ao mesmo tempo, posso aproveitar todos os momentos que eu conseguir. Quando deixo de pensar, quando deixo rolar, é quando mais consigo aproveitar. São risadas, felicidades, loucuras entre outras mil incertezas, mas que me alegram tanto! Eu tenho medo, bem lá no fundo, de que um dia esses momentos passem, apesar de eu saber que é exatamente isso que vai acontecer. Eu só não queria que fossem muito cedo... Apesar de algumas lágrimas vez ou outra, o riso tem prevalecido em meu coração. Aos poucos respiro fundo, concentro-me, e vou me entendendo, tornando-me alguém melhor, aprendendo a ter paciência, e construindo memórias cheias de momentos inesquecíveis, fulgazes, e vitais para a minha felicidade, minha vida.

Fanfic: Castle Walls - Parte 05


Parte 05

Aqueles dias que se passaram após minha volta foram bem tumultuados. Os dias de folga foram ótimos, e eu realmente estava precisando, mas isso fizera com que o meu trabalho se acumulasse. Passei uma boa semana lotada de tarefas e casos em andamento. Fechamos alguns, enquanto muitos outros se abriam. Logo nos primeiros dias não falei com Addison, ela não me ligou e eu também não a procurei. Eu sentia muita falta dela, principalmente à noite, mas achei que fosse melhor ficarmos afastadas. Em compensação a tanto trabalho, meus dias estavam sendo divertidos e um pouco tranquilos com a presença de Castle. Ainda que eu o achasse um pouco imaturo na maioria das vezes, era divertido. Trabalhávamos em um caso logo depois que voltei de LA, e muitas coisas acabaram coincidindo. A resposta dele para tudo era: destino. O universo queria que encontrássemos o corpo e que resolvêssemos o caso. Eu o olhava incrédula com um sorriso no canto dos lábios. Ele entendia bem a mensagem.
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