História: Anastácia - Capítulo 06


Capítulo 06 - Entardecer 

— Você me trouxe para um café? – eu perguntei incrédula ao pararmos em frente a uma cafeteria chamada “Fran’s Café”, em uma das ruas que cruzavam com a Avenida Paulista. Com tanto lugar inusitado e diferente em São Paulo, ela me levava em uma simples cafeteria? Frustrada era pouco para o que eu estava sentindo.

— O que você esperava? – ela sorri, parecendo achar graça da minha indignação. A loira deu alguns passos à frente. — Acha que eu só vivo de sexo, por acaso? – ela arqueou uma sobrancelha, provocando-me.

— Não é isso, é que fez um suspense... – eu tentei desconversar, um pouco sem graça.

           Entramos na cafeteria. Parecia ser um ambiente legal. A fachada era de vidro, em marrom, com toldos na frente. Mesinhas do lado de fora e do lado de dentro. Enquanto eu observava o local Anastácia se encaminhou para o balcão e me perguntou o que eu queria. Após analisar o cardápio, ela fez o pedido para nós duas: um Café Latte Barista para ela, e um Café Canela para mim. Logo após pegarmos nossos cafés ela escolheu uma das mesinhas redondas perto da janela. Sentamos uma de frente pra outra, ela de costas pra janela e eu em sua frente. Por um momento ficamos em silêncio, eu não sabia o que fazer ou o que dizer. Olhava para a minha xícara fixamente, tomando uns goles da bebida quente. Sabia que ela estava me observando, e quando percebeu que eu não ia começar a conversa, ela resolveu quebrar o gelo.

— Você só é cheia de atitude na cama, por acaso? – ela provocou, rapidamente ganhando minha atenção. Tinha um sorriso nos lábios.

— Claro que não... – sorri, tomando mais um gole do café. — Eu só estava observando o local...

— Não gostou? – ela mordiscou o lábio inferior, e por uns segundos desejei beijar aqueles lábios dela, mas me contive, rapidamente respondendo-a:

— Gostei sim! Aliás, eu adoro café. Sem querer você acertou. – eu sorri. — É que é um local mais calmo e geralmente eu tendo a me acalmar também... – respondi sincera. Eu era bem agitada e adorava locais agitados, mas tinha vários momentos de introspectiva que eu gostava de ficar na minha, apenas observando o local ao meu redor, observando as pessoas... E com certeza se eu tivesse visto a Anastácia ali, sem nem mesmo conhecê-la, eu teria passado horas apenas observando-a.

— Então tudo bem. Eu pensei em te trazer aqui porque não é longe do meu trabalho, e eu finalmente tive uma folga... Pensei em conversarmos um pouco. – ela se aproximou da mesa, apoiando o cotovelo em cima. Só então a ideia do café fez mais sentido... E eu achei interessante que ela tivesse me convidado para algo mais próximo ao seu cotidiano.

— Ótimo, eu estava querendo ver você mesmo... Nua. – eu lhe dei um sorriso safado. Adorava provocar e jogar essas cantadas ao acaso. — Mas te ver de roupa também é muito bom.

— Boba. – ela respondeu com uma careta, que eu achei superfofa. – E eu que achava que eu que era safada... Você me supera, Leo!

— Nah eu não falo de sexo o tempo todo, pra sua informação. Posso falar sobre muita coisa... O tempo, faculdade, amigos, sonhos, viagens, realizações, namoros... Você que manda.

— Quantas possibilidades... – ela disse irônica, tomando mais do seu café e me encarou. – Eu que mando, não é? Então vamos lá... Me fale sobre seus namoros. Já namorou homens? Só mulheres?

— Nunca namorei homens. E namoradas eu tive umas três... Por aí... Fora um ou outro rolo mais sério. – dei de ombros. Sério mesmo que ela queria saber das minhas ex-namoradas?

— Por quê? Não gostou de nenhum? – ela insistiu, e eu soltei um pesado suspiro. Era um assunto meio chato para a ocasião, mas ela parecia interessada em saber um pouco mais da minha vida, então comecei a contar-lhe.

— Na verdade, eu gostei de um menino na época da escola... Achava ele legal, bonitinho, gentil... Mas foi só. Desde que eu beijei uma amiga minha, pela primeira vez, sabia exatamente do que gostava. Então nunca mais fiquei com homens.

— Você fala com uma naturalidade... – ela perguntou, parecendo surpresa.

— É que pra mim é natural. Meus pais me aceitam numa boa. E eu vivo assim há um tempo já...

— E foi difícil se aceitar? Tenho alguns amigos que passaram por muitas dificuldades até conseguirem... – ela comentou e eu voltei a suspirar. Realmente havia muitas pessoas que passavam por muito preconceito para poder viver suas vidas. Para a grande maioria, não era fácil, especialmente porque vivemos em um mundo heteronormativo que qualquer situação que fuja um pouco disso é considerado completamente errado e desvirtuado.

— Mais ou menos. No começo foi um pouco... Por ser tudo novo, eu ainda estava entendendo tudo o que se passava... Mas foi como se tudo finalmente tivesse se encaixado, sabe? Como se finalmente aquela peça que faltava pra eu me entender tivesse entrado no lugar.

— E suas namoradas...? – eu queria entender onde ela queria chegar com aquilo. No fundo era como se uma luzinha de esperança se acendesse dentro de mim, mas eu não queria alimentar aquela ilusão.

— Bem, uma delas foi bem difícil. Na verdade, a primeira pela qual me apaixonei. A família dela não sabia, éramos adolescentes... Foi bem difícil. Brigamos muito porque ela não aceitava, tentava me afastar, fingir que não era assim... Mas depois voltava pra mim... E então me hostilizava... Foi horrível... – lembrar-me de tudo aquilo acabou me deixando um pouco abatida. Apesar da minha recente vida completamente colorida, meus relacionamentos, principalmente os que não deram certo, foram muito difíceis. E apesar de aquilo ser passado, havia muita carga emocional negativa em alguns deles. Anastácia pareceu um pouco arrependida de ter tocado no assunto e voltou a falar.

— Imagino que tenha sido... E deve ser uma situação bem difícil mesmo, eu não sei se conseguiria passar por isso... Aceitar... – ela comentou, brincando com o guardanapo em cima da mesa.

— Não? Por quê? – eu rapidamente perguntei, levantando uma sobrancelha. Eu estava surpresa que ela me dissesse isso. Anastácia parecia uma mulher bem resolvida, dona de si mesma, segura...

— Ah... Não sei... O preconceito... Você ser tão diferente de todo mundo... Levar uma vida diferente... Ter que esconder...

— Vida diferente? Mas eu não levo uma vida tão diferente assim... – eu voltei a falar, dessa vez com mais firmeza. — Faço faculdade, me divirto, vou a bares, tenho amigos, família, namoros, pretendo casar um dia, quem sabe ter um cachorro... Trabalhar...Viajar... – comecei a elencar nos dedos as possibilidades.

— Você leva muito para o lado pessoal, sabia? – ela comentou, recostando-se na cadeira e cruzando os braços em frente ao peito. — Eu quis dizer no geral...

— Eu entendi, só estou dizendo que nem sempre é tão difícil quanto parece. Depende do caso, da pessoa... – dei de ombros, tentando não voltar a discutir sobre aquilo. Por um momento ficamos em silêncio, cada qual com seus pensamentos.

Sinceramente? Às vezes eu me perguntava que merda eu tinha na cabeça. Estava sendo um dia perfeito com Anastácia, conversando, tomando um café, eu finalmente estava conhecendo um pouco mais sobre ela – ou quase, já que ela mais perguntou sobre mim do que o contrário. Eu não fazia ideia sobre o que ela fazia, qual era sua profissão, quantos membros tinha sua família, se tinha cachorro de infância... Já deu pra entender. – e então eu estrago tudo com aquelas bobagens sobre se esconder ou não dentro do armário. Não que não fosse relevante, com certeza era, e minha opinião era bem válida, eu não me arrependia de tê-la emitido. Eu só não precisava ter dado todo aquele discurso naquele momento, não é mesmo? Mas quando algo me irritava, eu não conseguia deixar pra lá. Eu tinha que cutucar, perguntar, até arrancar a resposta da pessoa, e isso geralmente me rendia muitas discussões.

Aliás, eu não fazia ideia do por que havia me irritado tão facilmente com o comentário dela. Talvez porque ela reproduzia o discurso comum de que é difícil viver sendo homossexual, de que nossa vida era sofrida e tudo mais... Que é difícil conviver com o preconceito? Sim, e muito! Mas há tanto tipo de preconceito... Você pode muito bem tentar esconder sua condição sexual, e acabar sofrendo preconceito pela cor da sua pele, pela sua religião, pelo seu corpo, ou simplesmente por ser mulher. Por ser transexual. Por ser diferente. E eu mesma sabia de alguns casos de conhecidos que haviam apanhado, sofrido abuso, sido expulso de casa... E eu dava graças a Deus por em minha família não ter sido assim. Ela não conhecia minha história, nem sabia sobre o mundo LGBT, só apenas o que via ou ouvia por aí, o que é bem diferente.

Deixando o discurso de lado, o que mais me incomodava talvez fosse o fato de ela dizer que não conseguiria passar por isso... Eu não queria admitir o que aquilo poderia significar, especialmente para uma mente romântica e fantasiosa como a minha. Apesar de eu ter ficado chateada com aquele clima pesado, eu queria continuar a conversa com ela. Levantei os olhos, encarando-a, em um mudo pedido de desculpas. Sorri para ela e ela sorriu de volta, mas ainda assim ela continuou em silêncio. Mas que mulher difícil! Não queria dar o braço a torcer dessa vez. E como eu não queria ficar sem falar com ela, dei um jeito de fazer com que ela risse. Comecei a fazer caretas, e percebi que ela tentava segurar uma risada. Eu estava conseguindo o que queria! Ela abaixou a cabeça, tentando não me olhar, e esperou alguns segundos. Foi a deixa para que eu fizesse algo que quebrasse aquele clima de vez. Peguei dois canudinhos e coloquei cada um em uma narina. Quando a loira achou que eu já havia parado, arriscou olhar para mim e começou a gargalhar. Sua risada foi um grande alívio e me aqueceu por dentro. Eu sorri bobamente.

— Leona! – ela me disse entre as risadas. Eu podia perceber seu rosto vermelho de tanto rir, ela provavelmente devia estar morrendo de vergonha. — Para com isso! – ela tentou me olhar zangada, mas continuava rindo.

— Eu venci. – olhei-a triunfante, sorrindo e retirando os canudinhos, colocando-os sobre a mesa. Havia conseguido tanto quebrar aquele clima como fazê-la rir e falar primeiro do que eu.

— Venceu? Se você quis dizer que venceu em ser idiota e criança, venceu mesmo. – ela deu de ombros, fingindo que não se importava muito com aquilo.

— Você gargalhou que nem louca, vai. Se eu sou criança, você é mais ainda... – mordisquei o lábio inferior, adorando mostrar o quanto ela se divertia comigo.

— Se acha que eu sou criança... – ela comentou, pegando sua bolsa e se levantando. Parou ao meu lado, enquanto eu a olhava curiosa. O que ela queria? — Então não podemos repetir aquela delícia de final de semana... – debruçou-se sobre a mesa, ficando com o rosto bem perto do meu. Aquela proximidade me fez engolir em seco, e foi inevitável não olhar para o decote dela. E que decote! Minha vontade era cair de cabeça ali naquele momento mesmo, mas eu sabia que não podia. Balancei a cabeça, tentando colocá-la no olhar, e olhei para o seu rosto, rapidamente dizendo:

— Opa, criança, que criança? Imagina... Só vejo duas adultas aqui... – sentia meu rosto vermelho e quente. Ela sorriu pra mim, satisfeita com o que havia causado. Levantei-me, pegando minha bolsa e seguindo-a para fora do local.

— Você é interesseira mesmo, não é? – a loira comentou, fazendo uma careta. Começamos a andar lado a lado. Viramos a esquina e continuamos caminhando na Avenida Paulista.

— Até parece que você não quer o mesmo que eu... – eu sorri, roçando minha mão levemente na dela, o que fez aparecer um sorriso no canto dos seus lábios.

            Anastácia havia deixado seu carro em um estacionamento a duas quadras dali, mas acho que ambas estávamos desejando que ele estivesse mais longe, só para podermos passar mais tempo juntas. Estava entardecendo, o céu estava alaranjado, ainda que o frio permanecesse. Eu não conseguia parar de sorrir, nossas mãos de vez em quando se tocavam de leve, enquanto continuávamos conversando. Sentia que ela também gostava quando nossas mãos se tocavam quase sem querer. Parecia uma cena tão bonita, tão perfeita... Eu simplesmente não conseguia acreditar que tudo aquilo estava acontecendo. Na esquina, Anastácia se adiantou, esperando o sinal abrir para atravessar, mas eu não estava a fim de terminar o passeio ainda. Por isso me encostei ao muro amarelo da casa da esquina. Percebendo que eu havia parado, ela se virou para mim, um pouco confusa. Olhou rapidamente para o sinal, que já estava aberto, então ela se voltou para mim novamente, com um sorriso no rosto, percorrendo a distância que nos separava.  

— Por que parou? – ela me perguntou intrigada. Eu a observava, sorrindo, achando-a completamente linda com a luz daquele entardecer iluminando seu rosto e seus cabelos dourados.  

— Eu não queria ir embora ainda... – mordisquei o lábio inferior e então abri um largo sorriso, rapidamente pegando o celular do bolso. — Acabei de perceber que não temos nenhuma foto juntas...

— É verdade, mas quer tirar foto aqui? – ela olhou em volta, sem entender.

— E por que não? – dei de ombros.

Ela encostou-se ao muro ao meu lado, e eu encostei minha cabeça em seu ombro. Automaticamente ela encostou sua cabeça na minha. Estendi o braço e tirei a foto, logo depois trouxe o celular para perto para vermos o resultado. A foto havia ficado ainda mais bonita com o efeito iluminado que aquele entardecer trazia.

— Eu adorei. – respondi sorrindo, e ela concordou com a cabeça. Passei-lhe a foto por mensagem e ela pegou seu aparelho, colocando nossa foto juntas como contato. Ela parecia distraída, então passei meu braço pela sua cintura. — Eu queria ir tanto pra sua casa hoje... – confessei baixinho, esperando que desse resultado.

— Infelizmente não vai dar... – fiz uma cara de cachorro que caiu da mudança, formando um biquinho nos lábios. Ela me olhava indecisa, mas por fim continuou. — Mas se quiser podemos sair no fim de semana... Eu reservo ele inteirinho pra você. – piscou pra mim, mordiscando o lábio inferior.

— Então... Nesse fim de semana eu já tinha marcado de sair com a Karina e meu outro amigo, o Marcelo... – fazia uns dias que Karina vinha me cobrando para sairmos novamente, e eu tinha prometido que dessa vez não ia furar com eles.

— Uma pena... Só porque eu ia deixar você fazer o que quisesse comigo... – ela me provocou, passando a língua nos lábios. Meu Deus! Senti meu corpo todo esquentar, com mil e uma fantasias passando pela minha cabeça. Engoli em seco e comecei a me abanar, fazendo com que ela risse.

— Assim você me mata, Ana! Se você quiser sair com a gente, eu terei o maior prazer em ter você comigo... De lá posso voltar com você... – eu a olhei cheia de desejo, louca de vontade de estar na cama com ela de novo. — Mas é uma boate GLS... Não sei se gostaria de ir... – apesar de querer muito que ela aceitasse o convite, eu tinha receios de que ela não gostasse ou se sentisse desconfortável por ser um local em que não estava acostumada a ir.

— Pra ser sincera, nunca fui, mas sempre tive vontade...

— Ótimo! Então você vai comigo! – eu sorri. Se ela tinha vontade, a situação ficava um pouco mais fácil.

— E por falar em ir, vamos logo, garota, ou vamos criar raízes aqui daqui a pouco... – ela brincou, e eu sorri. Ela se afastou do muro em que estávamos encostadas e foi me puxando pela mão.

            Ela pegou o carro no estacionamento e voltamos, Ana havia dito que me deixaria na porta de casa. Enquanto andávamos de carro eu só conseguia pensar que não queria ir embora. Havia tanto que eu queria conversar, tanta coisa para perguntar pra ela, querer saber mais sobre sua vida... Eu ficava irritada comigo mesma por não fazer as perguntas certas, mas é que tudo acontecia tão rápido e tão natural quando eu estava com ela que eu simplesmente esquecia todo o questionário que eu havia planejado. Finalmente ela parou o carro em frente ao meu prédio, mas eu não queria descer. Não queria que aquele dia acabasse. Olhei-a profundamente, mordiscando o lábio inferior. Eu fitava sua boca, morrendo de vontade de poder beijá-la. A tarde inteira eu passei querendo beijá-la. Sentia falta do seu beijo.

Anastácia parecia um pouco receosa, e deu pra perceber que devia estar passando muitas coisas por sua cabeça. Esperei, ciente de que não devia apressar mais nada. Já havia percebido que com ela havia momentos em que eu everia ser atrevida e tirá-la da sua zona de conforto, mas em outros eu devia esperar que ela se decidisse e tomasse uma atitude. Aquele era um daqueles momentos. Então ela olhou pra mim, sorrindo, inclinando-me em minha direção, encostando seus lábios nos meus. Senti sua respiração descompassada, e ela roçou seus lábios nos meus. Minha boca se entreabriu, a ansiedade me consumindo enquanto eu ansiava por aquele beijo, que após alguns segundos finalmente aconteceu. Eu sentia tanta falta daquele beijo! Daqueles lábios mais cheios dela, do seu gosto, da forma como ela beijava, geralmente mordiscando meus lábios, respirando contra minha boca...  

— Se me der mais beijos como esse... – eu sussurrei contra sua boca, ainda um pouco ofegante.  Nossos lábios roçavam de leve. — Eu vou ter que te devorar aqui no carro mesmo...

— Humm... – ela gemeu baixinho, abrindo um largo sorriso. Deixou-me louca, morrendo de vontade de passar a mão por suas coxas, seu quadril... — Até que não é uma má ideia... Quem sabe da próxima vez... – e assim, de repente, ela cortou o contato, endireitando-se no carro me deixando completamente perdida no momento anterior. Tive vontade de xingá-la! Por que ela sempre parava na melhor parte? — Agora vai. Até a próxima, Leo.

— Você é malvada... Mas eu gosto... – eu ri, finalmente descendo do seu carro. Ela esperou que eu entrasse no prédio e então saiu com o carro.  


Subi para o meu apartamento, e fui direto para o meu quarto. Joguei a bolsa em cima da cadeira em frente a penteadeira e me joguei na cama. Não conseguia tirar aquele sorriso bobo apaixonado do rosto. Havia sido um dia tão bom! Um dos melhores que eu já tivera. Apesar da nossa pequena... Discussão... Eu consegui fazê-la rir. Peguei meu celular do bolso e voltei a abrir em nossa foto. Eu não conseguia parar de olhá-la. Tinha ficado tão bonita! Aliás, Anastácia era tão linda... E até que combinávamos. Eu tentava parar de pensar nessas besteiras, mas estava se tornando impossível... Levantei-me e peguei meu bloco de desenho de dentro da mochila e meus lápis. Eu havia começado a desenhar um esboço da Anastácia da última vez em que dormimos juntas em sua casa. Mas ainda faltava muito para ele estar pronto. Aos poucos comecei a desenhar os detalhes, os fios de cabelo caídos pelo corpo, por cima dos seios... Os traços do seu rosto, do corpo delineado... E quanto mais eu desenhava, mais vontade eu tinha de desenhá-la. Terminei o desenho de madrugada, e adormeci com bloco e tudo em cima da cama. 

2 comentários

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger