7 Dias Com Ela - Capítulo 3


Derretendo Satélites

         Eu estava vivendo um conto de fadas. Eu sabia que iria acabar em algum momento, mas não queria pensar naquilo. Já era o terceiro dia daquela aventura. Acordei tarde na casa dela, ainda era de manhã, mas já não dava mais tempo de ir para faculdade. Bem, ainda estava no começo do ano, não teria tanto problema em faltar um dia ou dois. Levantei-me, percebendo que dormira ali mesmo, no tapete do quarto.

            Andei pela casa e o cheiro me levou diretamente para a cozinha. Parei no batente da porta, e vi que ela fazia um café. Engraçado, ela fazia café pois sabia que eu adorava, mas tinha dois copos de leite em cima da mesa, mateiga, pães, torradas, queijo, suco... Bem, ela não vivia sozinha. Mas sua mãe estava viajando, e ela ficara com a casa por uma semana.


- Achei que não fosse acordar mais! – brincou, colocando uma xícara de café quente na mesa.

- Senti o cheiro do café, impossível não acordar. – brinquei, sentando-me à mesa.

            Ela sentou-se ao meu lado. Pegou um pedaço de pão e começou a passar manteiga. Estava pensativa, eu queria saber o que havia dentro daquela cabecinha cheia de ideias. Perguntei:

- No que você está pensando?

- Pode parecer meio bobo... – sorriu, tomando um gole de leite com chocolate. – Mas estava pensando em como nossos nomes ficariam juntos.

- Jura? – dei uma risada e entrei na brincadeira. – O que você pensou?

- Não sei, talvez... Lisa Oliveira Barbosa? Ou Lisa Barbosa Oliveira? – achei graça, parecia que ela estava lidando com um grande problema.

- Ah como o Oliveira é seu, acho que deve permanecer Lisa Oliveira, gosto do seu nome. Adicionando depois o Barbosa. O meu ficaria: Beatriz Oliveira Barbosa. Só não deixo o Barbosa primeiro porque ficaria chato B e depois B de novo. No meu nome só não fica estranho porque tenho outro sobrenome entre os dois Bs.

- Hum verdade, gostei! Lisa Oliveira Barbosa e Beatriz Oliveira Barbosa. – ela disse sorrindente, experimentando o gosto daquelas palavras na boca.

- Pensei em mais dois nomes. Paola e Helena. – sorri.

- Para quê? – perguntou-me intrigada.

- Nossas filhas! O que mais seria? – vi seus olhos brilharem com a minha sugestão. Um sorriso instantâneo surgiu em seu rosto e ela disse:
- Simplesmente perfeito! – mordeu o lábio de felicidade.

            Acabamos de tomar o café da manhã e pensávamos em algo para fazer. Olhei pela janela e visualizei a piscina grande que ela tinha no quintal. Sorri, puxando-a para fora da cozinha, por uma porta que dava para o quintal. Ela olhou a piscina e achou uma ótima ideia, somente dizendo que tínhamos que voltar para pegar roupas de banho.

- Não precisamos disso. – respondi, com malícia nos olhos.

- Mas... Ah não... Você não... – eu a interrompi, perguntando:

- Por que não?

- Eu morro de vergonha! – ficou vermelha na hora.

            Abracei-a, apertando-a e beijando sua bochecha, sussurrei que ela ficava linda quando ficava vermelha. Disse que se ela não quisesse, tudo bem, eu iria pegar algum maiô para usar, mas que antes iria dizer só uma coisinha para ela:

- Eu quero você. – disse, mordiscando o lábio inferior.

            Ela olhou dentro dos meus olhos, travando uma luta interior. Depois de alguns segundos, tomou sua decisão, dizendo um “Tudo bem, sem roupa de banho.” e, apesar de continuar vermelha, talvez mais vermelha do que antes, afastou-se de mim. Sorriu, mas sem tirar os olhos dos meus.

Tirou a camiseta que usava, ficando somente com aquele sutiã branco que sustentava seus seios. Tirou a calça comprida, deixando à mostra suas belas pernas morenas claras, e uma calcinha também branca. Fazia tudo olhando minha reação. O sol batia em seu corpo, a brisa eriçava os pelos, e ela parecia envolta em uma luz branca, dando-lhe um ar quase angelical.

Parece quase doido dizer tudo isso, aliás enxergar tudo isso, no momento em que eu mais desejava seu corpo, mas com ela era assim. Eram contradições que davam a mão, andando lado a lado, coexistindo no mesmo espaço.

Sorriu para mim, dizendo “Agora você.” E então eu tirei a roupa que usava no dia anterior, a calça jeans, a camiseta preta, ficando somente de calcinha e sutiã, assim como ela. Seus olhos passeavam pelo meu corpo. Eu tinha receio, receio de não ser o suficiente para ela, de não ser belo, mas depois que seus olhos se encotraram com os meus, após a análise dela, deixei meus receios de lado.

            Pulou dentro da piscina, pulei atrás dela. A água estava gelada, mas estava tão gostoso! Começamos a brincar, mergulhando, jogando água uma na outra, nadando de costas, de bruços, de braços. Então paramos e ali ficamos, frente a frente. Ela encostada na beirada da piscina. Colocou os braços para trás e soltou o feicho do sutiã, tirando-o em seguida, jogando-o para fora da psicina.

            Seus seios eram médios, com os bicos eriçados por causa da água gelada. Por um momento fiquei admirando-os. Colei meu corpo no dela, que estava em brasa, contrastando com a àgua que nos envolvia. Beijei-lhe os seios, sugando-lhe os bicos, saborando-os, enquanto suas mãos faziam o favor de tirar o meu sutiã. Após esse gesto, sem pensar duas vezes, tirou a calcinha e jogou-a também, nem lembro onde foi cair.

            Guiou minhas mãos para o meio de suas pernas, dando-me permissão. Fez o mesmo comigo. Primeiro fui devagar, sentindo cada pedacinho de seu sexo, a textura, em qual parte sentia que ela arrepiava em meus braços. E com a minha boca beijava seios, colo, pescoço, lábios. Lambia, mordia, sugava. Comecei um movimento circular, depois de vai e vem, enquanto sentia que sua cabeça pendia para trás. E ela, sem perder tempo, descobria quais os meus pontos fracos, fazendo com que eu soltasse um gemido por entre os lábios.

            Sei que poderia descrever um ato sexual de tirar o fôlego, mas esse foi um de tirar o fôlego. Talvez por ser o primeiro, não tenha sido cheio de surpresas, mas para nós foi intenso. Sentindo o corpo estremecer, os olhos revirarem, os espamos, a respiração ofegante. Os beijos quentes dela em meu pescoço. Sua respiração rente a minha. O hálito dela entrando pelas minhas narinas.

            Sentiu o impacto violento do primeiro orgasmo, deixando-a mole, relaxada. Beijou meus lábios novamente. Levantei-a, colocando-a sentada na beirada da piscina, com as pernas abertas. Era como se eu não enxergasse mais nada naquele instante, só o desejo insano de ter mais e mais daquele corpo.

            Beijei, lambi, suguei. Seu gosto, sua energia, seu líquido. Ela rebolava, enquanto com as mãos segurava em meu cabelo, não deixando que eu saísse do lugar. Ouvia seus gemidos mais fortes, deixando-me assim saber quando ela sentia mais prazer. Seu corpo já sensível, deu avisos de que sucumbiria novamente. E de fato, aconteceu.

            Deitou no chão quente pelo sol, deitei-me em cima dela. Nossos corpos molhados e gelados pela água, em contato. Mordi seus ombros, enquanto me mexia por cima dela. Os olhos fechados, seguindo apenas nossos sentidos, instintos. Em pleno torpor do que acontecia do lado de fora, era como se só nós duas existíssemos naquele instante. Eu era dela. Ela era minha. Ficamos naquela posição durante muito tempo, apenas juntas, quietas, curtindo o momento.

Sussurrou em meu ouvido “eu amo você” e eu sussurrei de volta que ela era minha menina para sempre, e que sempre iria amá-la. E ali fiquei, voltando a admirá-la. Os cabelos molhados grudados no rosto, os olhos marrons com um novo brilho, os lábios convertidos em um pequeno sorriso. Os pelos do corpo que brilhavam com os raios de sol. O que faríamos dali a diante? Já não pensava nisso. Somente me sentia... Completa. 

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